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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cuidado com o calor

Com a aproximação do verão, o corredor deve tomar alguns cuidados para manter a temperatura do corpo adequada durante a corrida. Veja dicas


Foto: Divulgação/ Nike
Por Fernanda Silva

Com a chegada do verão, todo o cuidado é pouco quando o assunto é temperatura corporal. Durante a corrida, o calor interno do atleta tende a aumentar, podendo causar um superaquecimento. É por isso que o corpo sua, para tentar manter a temperatura ideal, que varia entre 36 e 37°C. Em dias de muito sol e calor, porém, é necessário ficar atento e tentar contribuir com seu corpo para que ele consiga driblar a alta temperatura interna, senão os riscos para sua saúde aumentam.

A falha desse controle, chamado de termorregulação, seja por fatores externos, com a exposição ao sol, ou internos (febre, por exemplo), podem levar à hipertermia - incapacidade do corpo de promover a perda de calor. “A partir de 37,5 até 40°C é um momento para ficar atento, pois se a temperatura corporal passar dos 41ºC pode provocar convulsões, entre outros problemas”, revela a cardiologista especializada em medicina do esporte, Isa Bragança, diretora da Clínica Médica Desportiva CardioMex.

Quando a temperatura do corpo ultrapassa o nível normal de calor, alguns problemas podem ocorrer, como por exemplo:

• Desmaio – Devido à vasodilatação dos membros inferiores, reduzindo assim o fluxo sanguíneo cerebral;

• Exaustão - Quando a perda de liquido atinge 1 a 2% do peso corporal total “o indivíduo sente fraqueza, tontura, sede, fadiga e confusão mental”, explica Isa.

• Colapso – Em casos extremos, quando a temperatura chega aos 42º C, ocorre a "rabdomiólise", que é a lesão dos tecidos musculares, podendo levar à morte.

Para não correr o risco de sofrer com nenhum dos problemas citados, basta seguir algumas dicas e mudar certos hábitos. A ingestão de líquidos, especialmente água, antes, durante e depois das provas e treinos é muito importante – sobretudo, claro, nos dias quentes. Além de itens de proteção ao sol – óculos, bonés e viseiras, vestimentas adequadas (leves, e de preferência, esportivas) para não prejudicar a perda de suor e evitar treinos e maior exposição solar entre 11 e 16 horas.

Mais dicas para manter sua termorregulação “em ordem”:
* Não seja um atleta de fim de semana. Treinar regularmente irá melhorar seu condicionamento físico e, consequentemente, sua termorregulação;
* Aclimate-se ao calor fazendo alguns treinos mais leves quando a temperatura estiver mais elevada, até seu corpo se acostumar.
* Evite treinar quando estiver com febre;
* Não exagere! Faça treinos em níveis condizentes com sua capacidade física;
* Sempre que possível permanecer em locais protegidos pelo sol;
* Consuma muita água e sucos;

Mudança repentina
São comuns os dias em que você sai de casa para correr, numa manhã nublada e fria, e no meio do treino surge aquele sol forte que eleva em minutos a temperatura. Nessas situações, independente da estação do ano, é adequado ir para o treinamento com uma vestimenta apropriada para o calor, porém com uma blusa ou agasalho, por exemplo. Assim você estará protegido do frio, mas preparado para um possível treino quente.

E a dica vale também para o inverso. “O atleta deve ficar atento ao local que irá correr, pois o verão é uma estação de bastante chuva. Por isso, é bom levar roupas pós-treino, caso chova, e atentar à alimentação e ao descanso em épocas de inversão térmica muito bruscas”, aconselha o treinador Diego Lopez, diretor técnico da Trilopez Assessoria Esportiva, lembrando que essas oscilações de clima podem prejudicar a saúde e o desempenho do atleta.

sábado, 26 de novembro de 2011

Não pode faltar!

Saiba por que o aquecimento e o desaquecimento são indispensáveis para qualquer corredor


Por Fernanda Silva

O aquecimento e o desaquecimento são importantes em qualquer atividade física. Na corrida, não é diferente. Aquecer ajuda a preparar seu corpo para o exercício que será feito e desaquecer leva o organismo próximo à situação inicial, desacelerando. “O aquecimento deve ser utilizado como uma forma de preparar o corpo para suportar toda carga física imposta pelo esporte praticado”, explica o fisioterapeuta Evaldo Bósio Filho. “Já o desaquecimento, feito imediatamente após a prática esportiva, auxilia na prevenção de dores musculares”, completa.

Além disso, quando há essa preparação do organismo para o esporte, a probabilidade de lesões surgirem durante a corrida diminui. “O aquecimento prepara as fibras musculares, as articulações, as artérias, veias e até o psicológico”, explica o treinador Paulo Rennó, diretor técnico da assessoria esportiva que leva seu nome.

Como fazê-los?
O aquecimento deve ser feito através de pequenos trotes, aumentando o ritmo gradativamente. “Normalmente mando meus alunos darem um trote de cinco a 10 minutos. Passo um alongamento geral e uns tiros curtos numa intensidade mais alta. Tudo isso dura por volta de 15 minutos”, revela Rennó.

Já o desaquecimento, que diminui a frequência cardíaca e auxilia na liberação do ácido lático (substância da resposta do organismo ao esforço demasiado), deve ser feito de forma parecida, com trotes leves. “O desaquecimento deve ser feito imediatamente ou, no máximo, cinco minutos após a prática esportiva”, explica Bósio Filho.

Alongar ou não?
Nem os especialistas chegam a um acordo quanto ao alongamento antes da corrida. Fazer ou não fazer? Se você já está acostumado a realizá-lo, busque fazê-lo em uma intensidade baixa, sem exagerar no “estica e puxa”. Já depois da corrida, alongamento liberado. “No final da corrida, atleta pode fazer este exercício em uma intensidade mais alta, pois a musculatura esta totalmente aquecida e até ajuda na recuperação muscular”, afirma o treinador.

Atenção
Fique sempre atento às mudanças climáticas. O aquecimento em dias frios sempre deve ser por um tempo maior, de 15 a 20 minutos. “No verão esse tempo pode ser menor, a metade do tempo, pois o corpo já está quente”, fala Rennó. Já o desaquecimento pode ser sempre mais rápidos, tanto em dias frios quanto quentes.

sábado, 19 de novembro de 2011

Sono e qualidade de vida

Saiba os benefícios para seu corpo e mente de uma noite bem dormida e veja dicas para melhorar a qualidade do seu descanso


* Por Prof. Dr. Newton Nunes

Uma noite curta de sono, que pode ser ocasionada devido a uma série de fatores como: televisão, computador, compromissos sociais, trabalho em excesso, noitadas, entre outros, é muito comum nos dias de hoje e acarreta problemas visíveis no corpo humano.

Dormir pouco pode aumentar o peso das pessoas. A falta de descanso desacelera o metabolismo, resultando nos famosos “pneuzinhos”, pesadelo da maioria das mulheres. Ou seja, perder o tempo de sono resulta no ganho de peso. Quando dormimos o organismo libera leptina, hormônio que informa ao cérebro que não precisamos nos alimentar, que estamos sem fome. Portanto, tendemos a comer mais se não dormirmos bem.

O rosto é um dos principais indicadores de uma noite mal dormida. Uma das consequências na face de uma noite em claro são as linhas de expressão, mais acentuadas, uma vez que quem não relaxa durante a noite, movimenta mais o rosto. O sono adequado ajuda o corpo a se recuperar de doenças e ferimentos. Distúrbios do sono podem ser uma significativa barreira para a recuperação, podendo até exacerbar a doença primária.

Os benefícios emocionais e mentais do sono são também significativos. As pessoas com insônia crônica são mais propensas a desenvolver vários tipos de problemas psiquiátricos, e têm maiores probabilidades de precisar de serviços de saúde que as pessoas com sono normal. Dormir bem é sinônimo de vários benefícios ao nosso corpo. Um exemplo é que quando estamos de bem com nossa cama e travesseiro, o corpo não acumula cortisol, hormônio liberado em situações de estresse e irritação. Em contrapartida, produz o hormônio do crescimento em maior quantidade.

A necessidade de sono varia. Em geral, adultos saudáveis necessitam em média de sete a nove horas de sono por noite. Há quem se sinta novo em folha depois de dormir cinco ou seis horas. Existem pessoas, por outro lado, que não conseguem trabalhar se não dormirem pelo menos 10 horas seguidas. E, ao contrário do que geralmente se pensa, a necessidade de sono não diminui com a idade O que acontece é que a capacidade de dormir bem pode diminuir.

Quanto tempo de sono você realmente precisa?
Se você tem dificuldade em permanecer alerta durante situações monótonas ou maçantes, você provavelmente não está desfrutando de tempo suficiente de sono de boa qualidade. Outros sinais são a tendência a se irritar muito facilmente com colegas de trabalho, familiares e amigos, e dificuldade em se concentrar ou lembrar fatos.

O sono REM é quando você sonha e é caracterizado por um alto nível de atividade. O batimento cardíaco, pressão sanguínea e respiração são semelhantes ao que você experimenta quando não está dormindo. Além disso, acredita-se que as lembranças são consolidadas durante esse estágio do sono.
Nos estágios mais profundos do sono não-REM, os batimentos cardíacos e a frequência respiratória diminuem e a pressão sanguínea se reduz. Esses estágios do sono são os que restauram a capacidade física do corpo.

O estresse é considerado por muitos especialistas como a causa número um de dificuldades passageiras do sono. É muito comum a apresentação de dificuldades para dormir quando a pessoa está passando por dificuldades na escola ou no trabalho, quando tem um problema no casamento ou em outro relacionamento pessoal, ou quando há alguém seriamente doente na família, por exemplo. Normalmente, quando o problema desaparece ou diminui, o sono retorna.

Você pode estar tendo atitudes durante o dia ou à noite que prejudicam sua capacidade de dormir bem. Por exemplo: tomar bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína no fim da tarde ou à noite; praticar exercícios físicos antes de deitar; não ter uma hora certa para deitar ou despertar; e trabalhar ou realizar atividades que exijam muito do cérebro bem antes de dormir.

Um grande número de problemas físicos pode interferir com a habilidade de pegar no sono e dormir bem. Por exemplo, a artrite e outras condições que causam dor ou desconforto podem tornar difícil um bom sono; o mesmo acontece com distúrbios respiratórios como asma ou apnéia (na qual o ar é obstruido repetidamente ao longo da noite). Variações hormonais, inclusive aquelas causadas por tensão pré-menstrual (TPM) ou menopausa, podem perturbar o descanso noturno. Da mesma forma, a gravidez – especialmente durante o terceiro trimestre – pode tornar mais difícil o sono.

Algumas sugestões são válidas para todos:

•Evite cafeína, nicotina e álcool no fim da tarde e à noite. A cafeína e a nicotina podem retardar seu sono, e o álcool pode interromper seu sono no meio da noite.

•Pratique exercícios regularmente, mas pelo menos três horas antes de deitar. Caso contrário, seu corpo não vai ter tempo suficiente para relaxar.

•Se você tem dificuldade para pegar no sono à noite, não cochile durante o dia.

•Estabeleça uma rotina regular e relaxante para a hora de deitar. Isso vai permitir sinalizar ao seu cérebro que é hora de dormir. Em geral, tente reservar de sete a oito horas de sono, e siga a rotina da forma mais constante possível. Mesmo nos finais de semana.

•Sua cama deve sempre estar associada ao relaxamento, calma, tranquilidade e principalmente com o ato de dormir.

•Se você não conseguir pegar no sono em 30 minutos, não fique virando na cama. Levante e encontre alguma atividade relaxante, como ouvir música suave ou ler um bom livro até sentir sono. Lembre: tente limpar a mente, não use esse tempo para tentar solucionar seus problemas.

Enfim, pratique as recomendações que acabamos de citar e aproveite todos os benefícios de uma noite bem dormida para a melhora da sua qualidade de vida.