Nosso CHASQUI CORREDOR

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ADOCE SUA VIDA COM SAÚDE

                A preferência pelo sabor doce é uma característica inerente a maioria os seres humanos. O açúcar (sacarose) é o componente responsável pelo sabor adocicado dos alimentos e é utilizado pela indústria como conservante, além de proporcionar uma cor agradável aos produtos, por meio da caramelização. Seu consumo fornece 4 Kcal/g.
                Ultimamente os adoçantes naturais ou artificiais são usados como substitutos do açúcar. Os adoçantes dietéticos são constituídos de edulcorantes não calóricos (naturais ou artificiais), que conferem o sabor doce sem a adição de calorias. O seu uso em dietas para emagrecimento ou para controle de diabetes e outros casos clínicos tem sido frequente e muitas pessoas ainda tem dúvida sobre a segurança dos mesmos, qual tipo escolher e como usar.
                Para quem gosta de adicionar açúcar aos alimentos e bebidas, trocar por adoçante traz grandes benefícios, pois além de aumentar o poder de adoçamento dos mesmos, reduz o valor calórico final se comparado com o uso do açúcar. Os adoçantes mais comumente utilizados são a sacarina, o ciclamato, o aspartame, o acessulfame-k, a sucralose, a frutose e os esteviosídeos. Eles possuem poder de adoçamento diferente e são extraídos de vegetais, frutas ou produzidos em laboratório.
      Nos supermercados existem diversas opções de marcas e produtos. Leia os rótulos e procure informações sobre os nomes e os tipos (naturais ou artificiais), valor energético em (Kcal), medidas caseiras como gotas, colher de chá e sua equivalência de seu poder de adoçamento em relação à sacarose.
Para isso é preciso ficar atendo em relação as doses diárias recomendadas. De acordo com a IDA (Ingestão Diária Aceitável) as recomendações dos principais adoçantes são:
-Sacarina: 5 mg/Kg de peso corporal
-Ciclamato: 11 mg/kg de peso corporal
-Aspartame: 40 mg/ Kg de peso corporal
-Acesulfame-K: 15mg/kg de peso corporal
-Stéviosídeo: 5,5 mg/kg de peso corporal
-Sucralose: 15 mg/kg de peso corporal
A melhor escolha está na consciência de cada um. Para aqueles que não possuem restrições aos edulcorantes, recomendo alternar entre os tipos de adoçantes para evitar que seu organismo se acostume. Na dúvida, um produto natural é mais indicado.

Dr. Lomário Fonsêca
Metanutri
CRN: 9004/P

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Treinamento mental na corrida

Saiba a importância de manter, além do equilíbrio físico, um bom condicionamento mental para se sair bem em seus treinos e provas


*Daniela Lago Chaves Koerbel

Com a proximidade do maior evento esportivo de futebol, que é a Copa do Mundo de 2014, muito tem-se falado de qualidade de vida e da importância do esporte na vida das pessoas. E, desde então, tem-se “olhado” para outras modalidades esportivas com curiosidade e apreço.

Uma das modalidades que está se tornando “tendência nacional” é o atletismo, em especial as corridas de rua. Cada dia observa-se mais novidades nesse nicho esportivo. O que quero dizer é que há variedade de corridas de rua, ou seja, elas podem ser de aventura, maratona, ultramaratona, corridas de curta e média distância e, além disso, podem ser diurnas, vespertinas e noturnas.

Diante deste cenário, e pela aproximação da estação da primavera (clima mais ameno), é possível afirmar que tem aumentado o número de iniciantes à atividades esportivas e físicas, em especial as corridas de rua. Assim, é muito comum avistar pessoas fazendo seus treinos indoor (nas academias, clubes e centros esportivos) e até mesmo outdoor (nas ruas).

É importante ressaltar que qualquer que seja a modalidade esportiva é essencial que seus praticantes façam um planejamento, ou seja, é necessário que se trace estratégias de treino e que as executem, de preferência, com uma certa assiduidade.

Todavia, são comuns os corredores que não respeitam os próprios limites, sobrecarregando-o, seja em treinos intensos e desgastantes, seja na participação em um grande número de corridas. Assim, a modalidade esportiva, ao invés de trazer benefícios físicos e mentais, traz malefícios somáticos e psicológicos.

Com isso, poder-se-ia afirmar que existe um limiar do que é saudável e do que é patológico na prática esportiva?

Bem, o que se pode afirmar é que deve haver um equilíbrio tanto no que diz respeito aos treinos quanto às competições. Muitas vezes, corredores de alta performance, inclusive com acompanhamento técnico, falham consigo mesmos, uma vez que se excedem no volume de corridas. Isso pode acarretar prejuízos psicossomáticos ou lesões físicas e emocionais sérias.

As lesões físicas se apresentam geralmente sob a forma de fraturas por estresse, lesões meniscais, ligamentares, musculares, ou até mesmo por desgaste cartilaginoso. Já as lesões emocionais se apresentam sob a forma de raiva, fadiga, tristeza, desânimo, confusão, sentimento de incerteza e frustração.

Além dos supramencionados “excessos”, existem aqueles corredores que não treinam nunca, nem ao menos fazem fortalecimento muscular. Aqueles que, sem condicionamento algum para a prática esportiva, aventuram-se nas pistas e, por conseguinte, estão igualmente suscetíveis a lesões e até mesmo graves problemas físicos e emocionais.

Desta feita, é fundamental que tanto um profissional de educação física quanto um psicólogo do esporte façam um trabalho em conjunto com o atleta amador ou de elite e até mesmo o iniciante de atividade física e esportiva. Assim, é essencial afirmar que tanto o treinamento físico quanto o emocional devem ser cuidadosamente articulados e desempenhados para que a corrida seja fonte de prazer e realização e não de frustração.
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*Psicóloga do Esporte – CRP 08/10496
*Colaboradora da Comissão de Psicologia do Esporte do Cons. Regional de Psicologia do Paraná
*Colaboradora do Grupo de Mestrado da UFPR em Psicofisiologia do Esporte e do Exercício - LAPPES/UFPR
*Consultora em Psicologia do Esporte

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Teste ergométrico ou ergoespirométrico?

Descubra a diferença entre ambos exames e saiba qual é o mais indicado para os que querem iniciar na corrida


Por Newton Nunes

Apesar dos efeitos já confirmados do condicionamento físico, não é qualquer tipo de exercício que traz benefícios ao corredor. É necessário que a prescrição seja adequada e individualizada para que o mesmo produza os efeitos benéficos sobre o sistema cardiovascular.

Após a investigação clínica, através de dados laboratoriais e demais exames necessários a fim de se avaliar o estado geral de saúde do corredor, a prescrição de exercício deve abordar quatro itens principais: o tipo de exercício, a frequência, a duração da sessão e a intensidade do exercício.

A ergometria e a ergoespirometria, como método de avaliação da capacidade física, contribuem para definir a intensidade do exercício mais adequada à capacidade física do indivíduo e embasar a progressão do exercício ao longo do treinamento.

A diferença básica da aplicação desses métodos diagnósticos na prescrição de exercício físico está no fornecimento de uma avaliação mais precisa. A ergoespirometria, além de possibilitar a medida direta do consumo de oxigênio de pico, permite a determinação do limiar aeróbio e do ponto de descompensação respiratória, que são extremamente importantes na prescrição do treinamento físico para o corredor.

No caso da ergometria, o consumo de oxigênio de pico é calculado e não medido, enquanto o limiar aeróbio e o ponto de descompensação respiratória não podem ser determinados. Portanto, a falta de uma avaliação ergoespirométrica não é impeditiva, mas, sem dúvida, restritiva na programação de treinamento físico para os corredores.

Em geral o exercício físico que comprovadamente promove prevenção e melhora do condicionamento físico são os exercícios aeróbios que envolvem grandes massas musculares, movimentadas de forma cíclica, de baixa a moderada intensidade, realizada com frequência de três a cinco vezes por semana, por um período de tempo mais longo, entre 30-60 minutos.

Estudo
Em relação a estes dois tipos de métodos de avaliação para a prescrição de exercício foi realizado um estudo Instituto do Coração de SP com indivíduos saudáveis, comparando o percentual da frequência cardíaca máxima atingida e do consumo de oxigênio estimado (prescrição indireta) adquiridos no teste ergométrico convencional, com a frequência cardíaca e o consumo máximo de oxigênio ocorrido no limiar aeróbio e ponto de descompensação respiratória (prescrição direta).

Neste estudo ficou evidenciado que a faixa ideal de intensidade de exercício físico era superestimada quando se utilizava o teste ergométrico convencional e que essa distorção era maior quanto menor a capacidade funcional dos corredores. Portanto, a realização do teste ergoespirométrico deve ser indicada sempre que possível, evitando assim, que o exercício seja realizado em alta intensidade, desencadeando uma maior acidose metabólica.

Assim, a avaliação funcional pela ergoespirometria deve ser o método de escolha. No entanto, isso não impede que a prescrição de treinamento para o corredor seja realizada com o teste de esforço convencional, utilizando-se a medida direta de frequência cardíaca, registrada pelo eletrocardiograma no repouso e no pico do exercício, a partir de cálculos indiretos ou de fórmulas.

*Professor Newton Nunes - www.areadetreino.com.br
Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994.
Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor.
Mestrado e Doutorado em educação física na USP.

domingo, 27 de novembro de 2011

Recuperação ativa

Praticar atividades físicas de baixo impacto, como natação, ciclismo e pilates, pode ser proveitoso para quem não quer ficar totalmente parado nos dias de descanso da corrida


Foto: Divulgação/ Vo2 Prólogo
Por Fernanda Silva

Os dias de descanso nas planilhas de treinamento são necessários para o corpo se recuperar do esforço feito durante as sessões de corrida. Mas isso não significa, necessariamente, que o corredor deve ficar totalmente afastado dos exercícios durante essa pausa. Praticar atividades físicas leves e de baixo impacto pode auxiliar na recuperação e ainda melhorar o desempenho do atleta. Isso porque essas atividades ajudam na manutenção de todo o condicionamento físico, melhorando a capacidade cardiovascular sem prejudicar as partes envolvidas na corrida. Podem também trabalhar outros grupos musculares, sem interferir no descanso.

“Essas atividades fazem com que o corpo e a mente trabalhem algo novo, aliviando as tensões causadas principalmente pela repetição do movimento feito durante a corrida, que quase sempre atinge os mesmos locais”, explica o diretor técnico da Trilopez Assessoria Esportiva, Diego Lopez. São indicadas, então, atividades como natação, hidroginástica, ciclismo, pilates e até aulas de alongamento. Esportes em grupo também é uma boa pedida, pois irão estimular a diversão. Mas é importante tomar cuidado com os movimentos mais bruscos, que aumentam a chance de se lesionar.

Na medida certa
Tanto para o corredor iniciante quanto para o mais avançado, essa recuperação ativa deve ser feita de maneira gradual e sempre com baixa intensidade. “Isso é essencial para não sobrecarregar os sistemas muscular e esquelético, que estão em plena regeneração”, afirma Paulo Rennó, diretor técnico da assessoria esportiva que leva seu nome. Esse ponto é muito relevante, pois se a carga do treinamento anterior ao descanso foi intensa, a atividade extra deve ser o mais leve possível. Portanto o ideal é dar ênfase ao grupo muscular que não foi trabalhado. “Trabalhar mais braço do que perna, por exemplo, depois de um dia de treino de tiro”, explica Rennó.

Também é válido fazer uma recuperação ativa numa fase de transição, para aprimorar a qualidade da corrida e o condicionamento físico. “É interessante encaixar outra atividade em um dia de descanso, especialmente após um período sem treinar, como nas férias. Isso irá ajudar o corpo a retomar a forma e fazer a recuperação ao mesmo tempo”, indica Lopez. Essa quebra de rotina não precisa ser apenas com uma atividade. Variar o esporte a cada pausa na planilha é uma boa dica. Além disso, aumentar a frequência dessa pratica também é possível, desde que não prejudique seu foco – a corrida -, e que seja feita para relaxar e se divertir, sem maiores preocupações.

sábado, 26 de novembro de 2011

Não pode faltar!

Saiba por que o aquecimento e o desaquecimento são indispensáveis para qualquer corredor


Por Fernanda Silva

O aquecimento e o desaquecimento são importantes em qualquer atividade física. Na corrida, não é diferente. Aquecer ajuda a preparar seu corpo para o exercício que será feito e desaquecer leva o organismo próximo à situação inicial, desacelerando. “O aquecimento deve ser utilizado como uma forma de preparar o corpo para suportar toda carga física imposta pelo esporte praticado”, explica o fisioterapeuta Evaldo Bósio Filho. “Já o desaquecimento, feito imediatamente após a prática esportiva, auxilia na prevenção de dores musculares”, completa.

Além disso, quando há essa preparação do organismo para o esporte, a probabilidade de lesões surgirem durante a corrida diminui. “O aquecimento prepara as fibras musculares, as articulações, as artérias, veias e até o psicológico”, explica o treinador Paulo Rennó, diretor técnico da assessoria esportiva que leva seu nome.

Como fazê-los?
O aquecimento deve ser feito através de pequenos trotes, aumentando o ritmo gradativamente. “Normalmente mando meus alunos darem um trote de cinco a 10 minutos. Passo um alongamento geral e uns tiros curtos numa intensidade mais alta. Tudo isso dura por volta de 15 minutos”, revela Rennó.

Já o desaquecimento, que diminui a frequência cardíaca e auxilia na liberação do ácido lático (substância da resposta do organismo ao esforço demasiado), deve ser feito de forma parecida, com trotes leves. “O desaquecimento deve ser feito imediatamente ou, no máximo, cinco minutos após a prática esportiva”, explica Bósio Filho.

Alongar ou não?
Nem os especialistas chegam a um acordo quanto ao alongamento antes da corrida. Fazer ou não fazer? Se você já está acostumado a realizá-lo, busque fazê-lo em uma intensidade baixa, sem exagerar no “estica e puxa”. Já depois da corrida, alongamento liberado. “No final da corrida, atleta pode fazer este exercício em uma intensidade mais alta, pois a musculatura esta totalmente aquecida e até ajuda na recuperação muscular”, afirma o treinador.

Atenção
Fique sempre atento às mudanças climáticas. O aquecimento em dias frios sempre deve ser por um tempo maior, de 15 a 20 minutos. “No verão esse tempo pode ser menor, a metade do tempo, pois o corpo já está quente”, fala Rennó. Já o desaquecimento pode ser sempre mais rápidos, tanto em dias frios quanto quentes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Você tem fome de quê?

A nutricionista Renata Rodrigues de Oliveira da dicas para você driblar a "fome emocional" e diminuir a ingestão de alimentos pouco saudáveis


* Por Renata Rodrigues de Oliveira

Todo mundo já experimentou em algum momento da vida uma sensação de fome real. É uma função importante do nosso organismo que serve para nos lembrar de reabastecer nossos estoques de energia e nos proteger da inanição.

Entretanto, nem todo desejo de se alimentar se aplica ao conceito acima. Muitas vezes, o alimento é usado para satisfazer uma necessidade emocional mais profunda, uma espécie de fome emocional. Sentimentos de tristeza, saudade, carência afetiva e ansiedade podem ser amenizadas com alimentos que simbolizem algum tipo de prazer, conforto, alento ou recompensa.

Estes símbolos podem estar relacionados a várias situações: alimentos preferidos na infância, sobretudo àqueles preparados pelas mães; bebidas e guloseimas usadas em festas e outros momentos felizes da família; quitandas que eram saboreadas em companhia agradável ou mesmo comidas sofisticadas associadas a momentos especiais e de glamour.

Além disso, sabemos que alimentos como doces, chocolates e alguns tipos de carboidratos realmente proporcionam uma sensação de bem estar por aumentar indiretamente os níveis cerebrais de serotonina, uma espécie de antidepressivo natural. O problema é que – como qualquer outro tipo de estímulo sensorial – quando utilizado em excesso, o organismo tende a reajustar o nível de percepção e necessitar de doses cada vez maiores para proporcionar o efeito desejado. Este é o mecanismo responsável por grande número de compulsões.

Portanto, quando estivermos diante de uma fome emocional e tentarmos satisfazê-la com comida, devemos lembrar que vamos ingerir calorias extras, que não foram solicitadas pelo nosso corpo e que provavelmente não teremos sinais claros de saciedade. Nesta situação, três dicas são interessantes:

1) não se prive: comer seu alimento preferido, ainda que em menor quantidade, é melhor do que ficar pensando nele o tempo todo;

2) tente reprogramar seus alimentos de conforto e recompensa, procurando se alimentar com comidas mais saudáveis quando estiver feliz ou em companhias agradáveis;

3) encontre outras formas de prazer além da comida. Assistir a um bom filme, ler um livro interessante, receber uma massagem, ouvir músicas, tomar um banho quente, caminhar ao ar livre, conversar ao telefone, brincar com seu bichinho de estimação...

As opções são infinitas. Use sua criatividade e em pouco tempo você terá sua própria lista de alternativas para seus momentos de fome emocional.

*Renata Rodrigues de Oliveira é nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Fisiologia do Exercício Avançada. Trabalha no Instituto Mineiro de Endocrinologia. para mais informações acesse: www.pesosaudavel.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A famosa ``dor do lado´´

Saiba o que causa este incômodo e veja dicas de como evitá-lo


Por Fernanda Silva

Quem já não sentiu durante uma corrida aquela pontada forte embaixo das costelas que, às vezes, até impede o atleta de continuar correndo? Este incômodo têm alguns nomes, como: dor do lado, dor de atleta ou dor no baço e é comumente sentido pelos iniciantes no esporte, mas também pode atingir atletas mais avançados.

Os principais motivos para o aparecimento desta dor são a respiração errada e o esforço excessivo. Devido à tensão que o impacto da corrida causa nos músculos abdominais e pressiona o diafragma (músculo que separa a cavidade torácica da abdominal) e a circulação de sangue inadequada nesse local durante esse processo, a pontada pode surgir.

”Muitos atletas usam a respiração torácica (curta e pouco profunda) do que a abdominal (longa e profunda), aumentando as chances da dor aparecer”, revela a treinadora Alessandra Othechar, proprietária da Ação Total Assessoria Esportiva. “Temos a conhecida 2x2 que, a cada duas passadas, o corredor deve inspirar e respirar. Porém, cada pessoa tem que achar o seu ritmo de respirar junto com a passada, na qual se sinta confortável”, completa.

O outro fator que acentua o incômodo é o mau condicionamento físico ou esforço exacerbado durante as passadas. O corredor, principalmente o iniciante, precisa ficar atento ao ritmo que inicia sua corrida, ou ao que imprime nas subidas, por exemplo. Isso porque a falta de fortalecimento muscular ou de treinamento pode acarretar a dor, especialmente nos treinos de tiros e de subidas. O ideal é não ultrapassar o limite do corpo e respeitar as adaptações e evoluções no esporte.

Mandando a dor embora
Para aliviar a dor, diminua o ritmo durante o treino ou competição e se acalme para avaliar o que está sentindo. Se não parar, interrompa as passadas e tente relaxar, para depois continuar a correr. Uma dica é começar a corrida mais lentamente e aumentar aos poucos a respiração com o ritmo da passada. “Lembrando que respirar bem resume em mais oxigênio para os músculos”, indica Alessandra.

Para evitar que a “dor do lado” apareça, também é válido tomar alguns cuidados. Para o treinador Miguel Sarkis, ter uma alimentação leve antes da prova e aquecer alguns minutos antes de começar a correr (aproximadamente 20 minutos de corrida leve), são boas precauções. “Para se obter a distribuição adequada de sangue a todas as partes solicitadas durante a largada e nos primeiros 2 km de prova, esses são bons hábitos”, explica o diretor técnico da Miguel Sarkis Personal Trainer.